Serviço Social

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sábado, 12 de dezembro de 2015



Clima: Acordo prevê limitar aquecimento global a 1,5 graus celsius

JOSE RODRIGUEZ/EPA

A presidência francesa da Conferência de Paris, apresentou hoje aos representantes de 195 países presentes, o projeto de acordo final sobre mudanças climáticas, que visa conter o aquecimento global abaixo dos 2 graus Celsius e limitá-lo aos 1,5.
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, anfitrião da conferência, propôs um acordo climático que prevê uma verba de 100 bilhões de dólares para os países em desenvolvimento a partir de 2020.
"Estamos quase no final do caminho e, provavelmente, no início de um outro", disse o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, na sessão plenária, com a voz embargada e quase em lágrimas, depois de ter agradecido ao seu antecessor Manuel Pulgar-Vidal e ter por isso recebido uma salva de palmas.
Laurent Fabius presidiu cerca de uma quinzena de conversações em Paris que terminaram hoje com negociações durante toda a noite e conseguiu entregar o acordo aos ministros, que agora decidirão se o aprovam ou não.
EUA e França estão otimistas
O secretário de Estado norte-americano John Kerry disse hoje estar otimista quando à aprovação do último texto sobre o acordo do clima que vai ser apresentado ao plenário.
“Seria bom, mas vamos ver. Pequenas coisas podem acontecer, mas pensamos que o podemos alcançar”, disse Kerry aos jornalistas, à margem das reuniões que decorrem na Conferência do Clima (COP 21) que ocorre na capital francesa.
Entretanto, o presidente francês, François Hollande, pediu a adoção do texto do acordo que foi apresentado, acrescentando que “será um grande gesto para a humanidade”.
Hollande fez uma intervenção logo após o presidente da COP21, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, ter dado a conhecer os principais pontos do texto que vai ser submetido hoje à tarde aos participantes do plenário.
Segundo Hollande o documento é “o primeiro acordo universal da história das negociações climáticas”.
“Estamos num momento decisivo”, sublinhou o chefe de Estado francês.
François Hollande disse aos 195 delegados presentes que têm a “possibilidade de mudar o mundo” caso o documento venha a ser aprovado.

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