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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Japonês eremita toma conta de cidade abandonada na selva amazônica


O Japão, à época, passava por dificuldades econômicas e o Brasil precisava de mão de obra na agricultura. Sua família, então, assentou-se no Pará. 
No início dos anos 70, ele e um grupo de amigos partiram para a Amazônia em busca de trabalho, e estabeleceram-se às margens do Rio Negro. 
Chegou a Airão Velho em 2001, quando a cidade já estava abandonada havia quase 70 anos. O vilarejo teve seu auge econômico durante o período do Ciclo da Borracha, quando a região era movida pela exploração do látex. 

Com o declínio da produção, aos poucos, quem morava ali se mudou para outras regiões. Airão Velho, a 180 km de Manaus, também foi berço da colonização portuguesa, como pode ser visto no único cemitério do local, onde estão enterradas gerações inteiras.

A família lusitana Bizerra "mandava" na cidade e um de seus últimos membros viveu ali até meados do século 20. Foi um deles que pediu, pessoalmente, a Nakayama que cuidasse dali. E ele aceitou.

"Meu sonho desde criança era viver na floresta amazônica", diz ele, em seu carregado sotaque japonês. "Se eu sair, a história morre". 
Nakayama diz ter tido ajuda de dois amigos para avançar sobre o mato que havia tomado Airão Velho.

"Tudo estava completamente abandonado havia mais de 40 anos", diz. 

Hoje, recebe e guia turistas, a maioria estrangeiros, mas recusa-se a cobrar entrada. Em troca, recebe comida e doações dos visitantes. 

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